... a apresentação de uma cena de “Curta Passagem”, no dia 15 de setembro, às 17h30, na Feira do Livro da UFPR, na Praça Santos Andrade. Não perca! Indicado para maiores de 14 anos.
A PalavrAção Cia de Teatro da UFPR, completou em 2015, 20 anos de Travessia(s). Possui uma identidade construída e sustentada por sua História: a pesquisa sobre o trabalho do ator, obras de arte focadas na Verdade Cênica do Ator, no seu compromisso ético com a Arte que reflete tanto a seriedade de suas ações como a manutenção de seu discurso. Palavra/Ação.
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Passagem por Antonina
A Cia de Teatro PalavrAção marcou presença no Festival de Inverno da UFPR em Antonina apresentando, nos dias 22 e 23 de julho, respectivamente, “Curta Passagem” e “Apneia” em ensaios abertos, como um aperitivo da temporada de ambos em setembro, no TEUNI. Os dois ensaios/mostra de espetáculo tiveram casa lotada. Além disso, quem acompanhou o festival na cidade pôde também conferir a Mostra dos 20 Anos de Trajetória da Companhia, no Arquivo Histórico Municipal de Antonina.
“Curta Passagem”, com texto de Mário Bortolotto e direção de Gessé Malmann, é composto de quatro cenas que mostram a desimportância que podem assumir os relacionamentos e o sexo no mundo contemporâneo, no qual uma das características mais evidentes é ser movido pela lógica do consumismo, que governa inclusive as relações humanas. Nesta montagem, portanto, a artificialidade é buscada como um dos elementos mais importantes, para mostrar um retrato satírico desse processo e as suas consequências. Gessé destaca desta apresentação a plateia formada por adolescentes, que tendem a se identificar com os temas propostos pelo dramaturgo, o que também parece ter sido a propósito, porque um dos interesses da Cia é atrair também um público mais jovem para o teatro.
“Apneia”, com texto e direção de Thaysa Petry Lisbôa, é uma pesquisa cênica norteada pela entrega corporal dos atores. As apresentações para a plateia permitem que cada espectador imagine por si mesmo a história, a partir do que vê. De acordo com Thaysa, “estar em Apneia é perceber que o grotesco é belo também, que o incômodo por presenciar ações cruéis existe e é bem vindo, que as coisas estão onde estão por necessidade. Apneia é constância, é imagem, é a escassez fundamental de texto, é água, é cansaço, é muita entrega”. O experimento cênico será apresentado como mostra paralela à temporada oficial de Curta Passagem e haverá bate-papo com o público após algumas apresentações.
“Curta Passagem” estreia dia 16, às 20h30 nas sextas e sábados e 19h30 nos domingos, e vai até dia 9 de outubro. “Apneia” tem duas pré-estreias, nos dias 10 e 11 de setembro, às 19h, e abre oficialmente sua mostra no dia 20, às 20h30, e vai até dia 05 de outubro, com apresentações nas terças e quartas. As sessões com bate-papo serão às quartas. Local: TEUNI-Teatro Experimental da UFPR, Prédio Histórico, 2º andar. Entrada franca (lotação limitada, devem ser retirados os ingressos até uma hora antes de cada dia). As duas montagens são indicadas para maiores de 14 anos.
Por ASCIM Palavração
Texto: Ana Superchinski
Edição: Sergius Ramos
Texto: Ana Superchinski
Edição: Sergius Ramos
quinta-feira, 7 de julho de 2016
MOSTRA PALAVRAÇÃO NO FESTIVAL DE INVERNO
por ASCIM PalavrAção: Ana Superchinski
Fotos: Sergius Ramos
A Cia de Teatro Palavração da UFPR leva este ano duas atrações ao Festival de Inverno de Antonina, que acontece entre os dias 16 e 23 de julho: a peça “CURTA PASSAGEM” e o experimento cênico “APNEIA”. E como atividade paralela no Festival, a MOSTRA 20 ANOS, exposição dos 20 anos da história da Companhia, completados em 2015, que conta por meio de palavras, imagens e ações um pouco dessa trajetória.
“Curta Passagem” com texto de Mário Bortolotto e direção de Gessé Malmann, compõe-se de quatro cenas curtas que mostram situações facilmente reconhecíveis como cotidianas e que refletem a deterioração das relações humanas na sociedade contemporânea. “Apneia”, com texto e direção de Thaysa Petry Lisbôa, não é uma dramaturgia pronta. Os atores transmitem com seu corpo e ações as imagens que o texto lhes sugere, a partir da proposta do Teatro Laboratório de Grotowski, que, ao localizar a essência da linguagem do teatro no corpo dos atores, reduz ao mínimo necessário figurinos, cenários e acessórios. Estas apresentações em Antonina são mostras de processo das montagens que estreiam em setembro no TEUNI. A "Mostra 20 Anos" PalavrAção estará durante os dias 17 a 23, no Arquivo Público Histórico Municipal de Antonina, aberto das 10h às 17h. “Curta Passagem” será apresentado no dia 22, às 21h, no Theatro Municipal. “Apneia” será apresentado no dia 23, às 18h30, no mesmo local.
Cia de Teatro PalavrAção UFPR
terça-feira, 26 de abril de 2016
SUPERCALIFRAGILISTICEXPIALIDOCIOUS*
SUPERCALIFRAGILISTICEXPIALIDOCIOUS*
(ASCIM PalavrAção - Assessoria de Comunicação e Imprensa - por Ana Lúcia de Paulo Superchinski, colaboração: Sergius Ramos)
A companhia tem buscado experienciar e aprimorar alguns
conhecimentos de base que servirão de aporte nas próximas montagens deste ano. Nos
dias 7 e 8 de abril, Tadica Veiga ministrou uma Oficina de Técnica Vocal à Cia
PalavrAção com o intuito de despertar o cuidado com o trato vocal e a
importância dos exercícios vocais na preparação do ator. Começou com exercícios
básicos em que lembrou/ensinou a respirar usando o diafragma, articular vogais
e consoantes, a morder lápis e uvas para depois articular melhor. Sempre focada
na voz para o teatro, Tadica levou o grupo a direcionar a voz para o outro, a
paralelamente ler com objetos na boca para ver o quanto o outro entende, brincou
com o enrolar da língua e no seu destravamento, a calcular o tempo em que um
texto deve ser dito conforme uma marcação e a relacionar palavras de um texto
com gestos.
Num segundo momento, ela dirigiu o grupo de atores da companhia
no exercício de um pequeno "espetáculo", para que aprendessem um pouco mais sobre
distribuição de atores no palco, mesmo sem ver - enquanto recitavam uma
canção que, apesar de ter música, não era cantada. Para que o
"espetáculo" ficasse cenicamente limpo, com soluções de cena
aceitáveis, do jeito que a mestra queria, o grupo teve que integrar-se, trocar
sensações, ser cúmplice nas ações, ou seja, um teve que prestar atenção no
outro para saber qual era o seu lugar no conjunto, não sendo óbvio. Nesse
exercício de “direção de cena” ficou clara a importância do tempo vocal e da
prontidão corporal do ator e do grupo que trará a voz na hora certa, para que aconteça um espetáculo homogêneo e com cenas deslumbrantes.
Tadica falou também da preciosidade que é o teatro de
grupo, característica que a PalavrAção mantém há 20 anos, da necessidade de
entendimento e cumplicidade no trabalho cênico dentro do espaço do teatro e
mesmo fora dele, frisando a importância de o grupo conhecer-se e confiar no
trabalho do outro, o que resulta na verdade cênica. Mais que falar e ensinar
técnica vocal, frisou a necessidade de buscar sempre o olhar para a base e
repetir algumas coisas simples no preparo do ator, às vezes esquecidas.
(*Supercalifragilisticexpialidocious (from "Mary Poppins") - Julie Andrews, Dick Van Dyke)

quinta-feira, 14 de abril de 2016
UMA CONVERSA COM HUGO MENGARELLI
UMA CONVERSA COM HUGO MENGARELLI
por Ana Lúcia de Paulo Superchinski
Hugo Mengarelli é responsável pela criação, no Prédio Histórico da Federal, do Teatro Experimental Universitário (TEUNI) e da Companhia de Teatro Palavração, que comemorou 20 anos em 2015 com a peça "Histórias de Acostamentos". E também foi responsável pela criação do curso de formação do ator dessa mesma universidade. Dirigiu pela Companhia peças como "O Incrível Retorno do Cavaleiro Solitário" (1997), "Uma Coroa de Orquídeas para uma Fria Pecadora" (1998), "Agidi - Uma Antígona Brasileira" (2001), "Tanguapo" (2007), entre outras. Antes disso, dirigiu peças como "A Cegonha Boa de Bico"(1984), "Vou te Contar Como é Lá em Casa"(1983/84),"O Eucalipto e os Porcos" (1986), filmes como "Roça" (1985) e vários curtas em Super-8 e 16mm, deu aulas de cinema na PUC, de teatro no Teatro Guaíra. Antes ainda, ele descobriu o Brasil.
Argentino de Cruz Alta, veio em 1976. A cultura brasileira nunca lhe fora estranha: aos 4 anos já dançava "Brasileirinho" (o que, adulto, ele quis repetir durante um show que assistiu no Teatro Guaíra). Estudante de cinema e teatro em Buenos Aires, teve a cabeça virada pelo Cinema Novo e o corpo paralisado pela
presença do "deus" Augusto Boal uma noite no seu grupo de teatro. Segundo ele, nos anos 60, na Argentina, a cultura brasileira era considerada a mais rica do mundo. Apresentado à literatura de Guimarães Rosa logo que chegou ao Brasil, demorou 14 anos para entender "Grande sertão: veredas", obra que considera fundamental para sua formação ética, e que mais tarde transformaria numa das influências da sua peça "O Incrível Retorno do Cavaleiro Solitário". Também estudou iorubá para escrever "Agidi-Uma Antígona Brasileira". E conhece mais de MPB que muito brasileiro. Mas também é muito ligado à cultura do seu país, que explorou por exemplo na peça "Tanguapo", junção de dois contos de Jorge Luis Borges, com atores dançando tango em cena.
Esta é uma das marcas registradas de Hugo para quem o conhece: sua imensa cultura, fruto de muito estudo. "Não sou mestre, sou um eterno aprendiz", ele gosta de dizer, como Brecht, que é uma das referências fundamentais da sua concepção de teatro (chamada "razão orgânica", está descrita no livro "Ética e estética no ator - Uma questão de desejo"). No entanto, uma vez professor, sempre professor. A qualquer momento, em qualquer conversa, ele começa a ensinar. E é professor exigente e perfeccionista, principalmente no teatro: é capaz de interromper um exercício ou ensaio para corrigir, e nem sempre da forma mais delicada, sempre seguindo o impulso do momento. Mas também é capaz de elogiar efusivamente quem considera que está bem em cena. Isso deve ser parte da forte impressão que costuma causar, e que pode ser observado também, metaforicamente, nos tons de sua voz: passa de um tom normal para um mais exaltado, no qual as palavras saem mais rápidas (e fica mais evidente, principalmente na memória, o sotaque castelhano), e em seguida para um sussurro, em que elas demoram mais a sair, contidas pela reflexão. E isso pode acontecer num instante, sem razão aparente.
Um dos momentos em que sussurra é quando explica por que não acredita que sua atividade de artista pode mudar algo na sociedade: "Penso que... eu não acredito que uma obra vá mudar a sociedade. Acredito, sim, que você pode modificar algumas pessoas, pode abrir uma questão, mas modificar, no. As pessoas não estão tão disponíveis. No, geralmente no, as pessoas não pensam. E en esta época muito mais, parece que as pessoas
entraram numa espécie de briga total com o pensamento. Agem sem nenhum fundamento, nenhuma solidez, é uma palhaçada". Apesar disso, conta que há dois anos encontrou um homem que, ao ser apresentado a ele, perguntou de um personagem da peça "O Eucalipto e os Porcos", porque foi uma das peças mais marcantes que tinha visto na vida. E, apesar disso também, ele é cobrado na rua pela volta do programa de debates "Cobras e Lagartos", que passava na TV da UFPR e saiu do ar no ano passado, antes de completar 11 anos. Para esses, ele dá um recado: o "Cobras e Lagartos" vai voltar ao vivo no dia 23, às 19h, no Café Babette, anexo à Aliança Francesa.
Matéria publicada em 10 de outubro de 2015 e compartilhada da página:
Foto: Ana Lúcia de Paulo Superchinski
Edição de imagem: Ricardo de Paulo Superchinski
segunda-feira, 28 de março de 2016
A Companhia
Foto: A Exceção e a Regra, 2005
A COMPANHIA
Em 1995 o Professor Dr. Hugo Daniel Mengarelli, a
pedido da Universidade Federal do Paraná, organizou e criou a Cia de TeatroPalavrAção. Um grupo artístico focado na pesquisa e divulgação das Artes
Cênicas dentro da UFPR. A partir daquele momento, o grupo passou a ter o
privilégio de trilhar um caminho que já dura 20 anos.
Nesse período (1995-2014) a Cia PalavrAção,
participou de vários eventos, festivais, leituras, parcerias e produziu rico
repertório de peças de teatro. A partir da criação do grupo os cursos de
Formação de Ator, depois, Produção Cênica, se solidificaram dentro da
instituição e também criou-se o TEUNI – Teatro Experimental Universitário, que
tem sido a base (casa) da maior parte das produções do grupo.
A Cia PalavrAção, sempre teve um giro grande de
participantes, que pesquisaram, sonharam, produziram e se formaram como
artistas e plateia. A Cia tem essa característica de trampolim, de uma alavanca
que propõe aos artistas o esforço pela qualidade de pesquisa do trabalho do
ator e sua exposição ao público.
A direção geral da companhia é de Alaor de Carvalho, professor da UFPR Litoral no DEARTES, ator pesquisador integrante há 20 anos que assumiu a função com a aposentaria de Hugo Mengarelli.
A exposição “MOSTRA
20 Anos”, que circula em exposição, também será aos poucos postadas no blog, mostra um pouco de toda essa trajetória! Um instrumento de lembrança e
reflexão sobre o Teatro feito dentro da Universidade Federal do Paraná. Com pesquisa e organização do material da Mostra 20 Anos do Diretor Artístico Gessé Malmann e Produção dos Espaços de Ruthnéia Rodrigues e Sergius Ramos
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